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NEVO DE BECKER


 

 

É uma lesão maculosa hiperpigmentada, de tonalidade marrom, quase sempre pilosa e unilateral, geralmente localizada no ombro, porção superior do tronco ou do braço, sendo mais comum no sexo masculino. Foi descrito por Becker em 1948.  É também chamado melanose de Becker, nevo epidérmico pigmentado piloso ou  melanose neviforme.


Epidemiologia. É uma dermatose relativamente comum, ocorrendo em torno de 0,5% dos homens jovens. Surge, em geral, entre os 15 e os 25 anos. É cinco vezes mais freqüente no sexo masculino que no feminino e já foi descrita em todas as raças.

Etiopatogenia. A etiologia é desconhecida. Pelo seu início tardio, ocorrendo mais na adolescência, pela predominância masculina e pela hipertricose, acredita-se que uma hipersensibilidade androgênica local seja o seu principal fator etiológico. Isso também é sugerido pelo desenvolvimento ocasional de lesões acneiformes dentro da área do nevo e de uma associação rara com um escroto accessório na área genital. Alguns estudos mostraram um aumento no número de receptores androgênicos na lesão.

Manifestações clínicas. A primeira alteração é uma mancha parda clara ou escura, com contornos geográficos, unilateral, geralmente na região escapular, ombro ou braço, manifestando-se na adolescência,  na maioria das vezes depois de exposição solar. Após um intervalo variável, em média de 1 a 2 anos, surgem pelos espessos e escuros sobre a lesão. Não há sintomatologia subjetiva. Foram descritos casos sem hipertricose, lesões em outras regiões corporais como face e pernas, lesões múltiplas e bilaterais e casos em mulheres. Pode haver associação com um hamartoma de músculo liso na mesma lesão e foram descritas associações com escoliose, espina bífida e hipoplasia mamária. O diagnóstico é essencialmente clínico.

Histopatologia. Há discreta acantose regular, hiperpigmentação da basal e melanófagos na derme superior. O número de melanócitos pode estar normal ou aumentado, mas sempre com aumento da atividade melanocítica. Os pelos são normais. Não há células névicas juncionais ou intradérmicas.

Tratamento. Não há tratamento efetivo. A lesão permanece inalterada e, em alguns casos, pode tornar-se mais clara com o passar do tempo. Os pelos, quando presentes, podem ser retirados com o diiodo de 800 nm ou o Nd:YAG 1064 nm de pulso longo. Os lasers Q-switched como o ruby, alexandrite e Nd: YAG e a luz intensa pulsada podem clarear a lesão que, entretanto, pode repigmentar no período de 1 ano.

 

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