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É uma hiperpigmentação adquirida, caracterizada por aumento no número e atividade dos melanócitos na epiderme bem como maior quantidade de melanófagos na derme. Compromete particularmente a face e pescoço, podendo atingir membros superiores e colo. Tem predileção pelo sexo feminino, sendo pouco freqüente entre os homens.
Etiopatogenia: Sua natureza é desconhecida. Pode surgir durante a gravidez, usualmente no segundo ou terceiro trimestre, quando então é denominado de cloasma gravídico. Distúrbios endocrinológicos e terapia hormonal (estrógenos e/ou progestágenos) podem estar relacionados ao seu surgimento. A hiperpigmentação pode, ou não, regredir ao final da gestação ou após a interrupção do contraceptivo. O sol exerce importante papel na sua patogenia, sendo considerado o principal fator desencadeante e agravante do melasma. A história familiar é geralmente positiva, sugerindo uma predisposição genética.
Manifestações clínicas: A lesão desenvolve-se insidiosamente. Apresenta-se como mancha de tonalidade castanha- clara a escura , freqüentemente simétrica, bilateral e assintomática. Na face acomete a região frontal, temporal, malar, mandibular, supralabial e dorso do nariz. O exame com a lâmpada de Wood ajuda a determinar a profundidade do pigmento distinguindo quatro subtipos: o epidérmico (70%), no qual observa-se acentuação da lesão, com aumento do contraste entre esta e a pele sadia; o dérmico (10-15%) onde a cor se atenua ou não apresenta alteração da cor; misto (15-20%) com áreas de acentuação e áreas de atenuação da cor e o inaparente que ocorre em peles tipo V ou VI. As lesões visíveis à luz do dia tornam-se inaparentes à luz de Wood.
Tratamento: Fundamenta-se na fotoproteção e no uso de agentes despigmentantes. Os filtros solares devem ter ampla faixa de abrangência, protegendo tanto da radiação UVA como UVB. A hidroquinona é o agente despigmentante mais eficaz. Utilizada em aplicações noturnas, na concentração de 2 a 5% em creme ou solução, isolada ou associada ao ácido retinóico. Este além de aumentar a penetração da hidroquinona, reduz a atividade dos melanócitos, potencializando sua ação. Outros clareadores como mequinol 5-10%, arbutin 3%, ácido glicólico 5-10%, ácido azelaico 20%, ácido kójico 1% e vitamina C 3-5% podem ser empregados. Esfoliação química suave com solução de Jessner pode dar boa resposta, mas esfoliação com ATA 35-50% ou dermatoabrasão devem ser evitadas, principalmente em pacientes de pele escura pelo risco de hiperpigmentação pós-inflamatória. O uso do laser tem apresentado resultados variados. A fotoproteção deve ser mantida mesmo após regressão das lesões. Recidivas são comuns.
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