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Nevo melanocítico (NM) é uma lesão benigna de células névicas que surge como resultado da proliferação de melanócitos. Há dois tipos fundamentais: nevo melanocítico adquirido e nevo melanocítico congênito. Exceção feita aos nevos atípicos e aos nevos congênitos gigantes, a maioria dos nevos melanocíticos têm um baixo potencial de malignização.
Nevo Melanocítico Adquirido:
Podem surgir durante a infância, mas é entre 12 e 30 anos seu principal período de ocorrência. A partir dos 35 anos começam lentamente a desaparecer, quase não sendo vistos aos 90 anos. Aumentam de pigmentação e tamanho durante a puberdade, gestação, corticoterapia e exposição ao sol. Exposição constante e intensa ao sol em crianças leva a um maior surgimento destes nevos, que passam a ser um forte fator de risco para o melanoma. São comuns nas pernas de mulheres e dorso dos homens, locais que coincidem com o surgimento dos melanomas.
Histologicamente, os NM adquiridos podem ser: juncionais, quando os ninhos de células névicas permanecem em contato com a membrana basal, intradérmicos se estão livres na derme ou compostos se as duas situações ocorrem em uma mesma lesão. Se são biopsiados NM na pele de crianças, jovens adultos e idosos, será encontrado que a maioria dos nevos nas crianças serão NM juncionais, em jovens adultos NM compostos e em idosos NM intradérmicos. Esta seqüência nos dá a idéia de um processo de maturação onde o melanócito se transformaria em célula névica, proliferando inicialmente na junção dermoepidérmica para posteriormente migrar para a derme reticular, onde assumiria uma morfologia neuróide e perderia a capacidade de sintetizar melanina.
Manifestações clínicas:Apresentam-se como 5 tipos: lesões planas, ligeiramente salientes, verrucosas ou papilomatosas, em domo ou cúpula e pedunculadas. Os NM planos são quase sempre juncionais, os ligeiramente salientes e verrucosos são normalmente compostos ou intradérmicos e os com formato de domo ou pedunculados são geralmente intradérmicos. Nos nevos melanocíticos intradérmicos é comum a observação de vasos dilatados e pêlos terminais.
Normalmente são arredondados ou ovais, com bordos bem demarcados e sua cor varia da cor da pele, marrom até o preto. As lesões muito pigmentadas não são comuns nas peles brancas, entretanto são esperadas nos indivíduos de pele escura. Um nevo específico tende a manter seu padrão de cor e forma. Usualmente não ultrapassam 8mm. Algumas vezes as células névicas situam-se na matriz ungueal, devendo-se acompanhar sua evolução com atenção.
Tratamento:Na maioria das vezes não é necessário tratamento. Não há suporte para que se retire NM em locais de trauma por maior risco de malignização. Diante de qualquer suspeita de malignização a lesão névica deve ser excisada com uma margem de 1-2mm e submetida a estudo anatomopatológico. As principais alterações sugestivas de malignização são alterações da cor, crescimento súbito da lesão sem causa justificável (gestação, puberdade), alterações na regularidade das bordas, aparecimento de lesões satélites e processos inflamatórios na sua superfície. Sintomas locais como prurido e ardor também podem ser sugestivos de malignização. Na atualidade é de grande ajuda na avaliação das lesões melanocíticas o auxílio da dermatoscopia.
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