Cisto Epidérmico

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São lesões císticas, benignas que representam o tipo mais comum dos cistos cutâneos.

Etiopatogenia:  Resultam da proliferação de células epidérmicas dentro de um espaço circunscrito da derme eapresentam acúmulo de material córneo em seu interior. A fonte dessas células epidérmicas é geralmente o infundíbulo do folículo piloso.

Os cistos normalmente expressam citoqueratina 1 e 10, o que embasa a origem epidérmica do cisto, antigamente chamado cisto sebáceo.

A origem desta proliferação epidérmica dentro da derme, pode ter várias causas como sequestro epidérmico durante a vida embrionária, oclusão da unidade pilosebácea ou ainda implantação cirúrgica ou traumática de elementos epidérmicos. Alguns estudos sugerem ainda que o Papiloma vírus humano (HPV) e a radiação ultravioleta pode ter papel na gênese desses cistos.

Algumas síndromes congênitas estão associadas aos cistos epidérmicos como Síndrome de Gardner, Síndrome do nevo basocelular  e paquioníquea congênita.

Epidemiologia: Podem ocorrer em qualquer idade, porém são mais comuns na terceira e quarta década de vida. É aproximadamente 2 vezes mais comuns em homens.

Quadro clínico: Aparecem como lesões nodulares, abauladas sobre a pele, normalmente da cor da pele com ponto enegrecido central (punctum). Por esse ponto central, pode haver saída de material esbranquiçado com odor fétido característico. A lesão normalmente é assintomática, mas pode haver inflamação ou infecção do cisto, gerando dor e eritema sobre a lesão.
Podem ocorrer em qualquer lugar do corpo, mas são mais comuns em face, cabeça, pescoço e tronco.
O diagnóstico é clínico. A histopatologia demonstra cistos revestidos de epitélio escamoso estratificado contendo uma camada granular. Conteúdo de queratina laminada é vista no interior do cisto.

Tratamento: O tratamento é a remoção cirúrgica do cisto com remoção completa da cápsula, que caso permaneça, pode gerar recidiva do cisto. Caso haja inflamação, antibióticos orais podem ser necessários.

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