Agep

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Agep (Acute generalized exanthematous pustulosis) – A erupção por droga pustular caracteriza-se por um quadro agudo febril acompanhado por um rash escarlatiniforme difuso que rapidamente desenvolve numerosas pequenas pústulas estéreis (>100), primariamente não-foliculares, que surgem em grandes áreas eritematosas e edematosas. As pústlulas medem entre 1 e 5 mm.

A erupçãp está usualmente associada com febre, mal-estar e prostação. O sinal de Nikolsky pode ser positivo. Algumas pústulas podem coalescer em bolhas. Edema facial, púrpura e lesões em alvo podem ocorrer. Ocorre envolvimento da mucosa oral em cerca de 20% dos casos. Uma vez que a droga causadora é descontinuada, a erupão rapidamente regride e a descamação se resolve em 2 semanas com característica descamação pós pustular pontuada. Leucocitose com elevada neutrofilia é habitualmente vista. O prognóstico é usualment bom.

Muitos casos são confundidos com psoríase pustulosa tipo von Zumbusch. Entretanto, cerca de 17% dos pacientes apresentam uma história de psoríase.

Agep resulta do uso de medicação sistêmica em 90% dos casos. O distúrbio se inicia em torno de 1 a 5 dias após o início da medicação.

As drogas mais envolvidas são os antibióticos B-lactâmicos, macrolídeos e cotrimoxazol. Furosemida, antiinflamatórios não-hormonais e diltiazem têm sido reportados.

Outras drogas implicadas são carbamazepina, hidroxicloroquina, clindamicina, ticlopidine, terbinafina, quimioterapia em altas-doses, picolinato de cromo, cloranfenicol, sulfapiridine, metronidazole, lacquer chicken, inibidores de protease, progesterona, mercúrio, nistatina, amoxapine, paracetamol, cloroquina e proguanil, nifuroxazide, lansoprazole, minociclina, injeção de dexametasoa, propicillin, aspirina, doxiciclina e buphenine.

Há relato de casos causado pelo Parvovirus B19 e infecção por Chlamydia.

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